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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Anvisa caracteriza inaptos gays ativos para doação de sangue e gera polêmica

Orientação da Anvisa é vista como uma discriminação com os gays masculinos

por Kelly Cerqueira

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Orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária aos bancos de sangue de todo o Brasil ainda gera dúvidas na população, principalmente ao público LGBTS. A portaria vigente nos dias atuais caracteriza como inaptos à doação de sangue, homens que tenham tido relações sexuais com outros homens, no período mínimo de um ano. O impedimento, que não é estendido para mulheres nas mesmas condições, levanta discussões sobre as definições de grupos de riscos e de comportamentos de risco.

O caso chamou a atenção do sambista Alberto Maraux, ao se dirigir ao banco de sangue do Hospital Aliança, ao lado da esposa, para fazer a doação a um parente. No panfleto informativo do hospital, a restrição e a falta de informações sobre o assunto que gera polêmica já há alguns anos, o colocou em dúvida sobre os motivos pelos quais gays do sexo masculino não podem fazer a coleta.

“O que achei mais curioso é que apenas homens são proibidos de doar. Acreditava que o impedimento só prevalecia quando o doador, independente da sexualidade, tinha comportamento de risco, como ter muitos parceiros, partilhar seringa ou não usar camisinha”, afirmou Alberto, que também é jornalista e tem o hábito de doar sangue regularmente.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Viagras naturais

Remédios à base de plantas que prometem melhorar a performance na cama começam a fazer sucesso

Letícia Helena

A pílula azul mais cobiçada do planeta gerou filhotes no mundo verde. No rastro do Viagra, laboratórios fitoterápicos brasileiros estão lançando produtos feitos à base de plantas, destinados a melhorar o desempenho sexual. Sob o rótulo de revigorantes ou estimulantes, o Virtil, da Bionatus, o Sexuol, do Laboratório Simões, e o Viriliflora, da Flora Medicinal, acenam com mais energia na hora H. No interior do Rio, a Prefeitura de Paraíba do Sul distribui gratuitamente o Viagra caboclo: o composto de guaraná, ginseng, marapuama e catuaba faz sucesso e já ganhou fama em outros Estados. “Tem gente que vem de outros lugares para conseguir o produto”, conta Gisela Gobbi, secretária de Saúde de Paraíba do Sul.

Na raiz dos “viagras” naturais aparece a catuaba – planta apontada pela sabedoria popular como afrodisíaca. Segundo o farmacêutico Luís Carlos Marques, pesquisador da Universidade Estadual de Maringá na área de fitoterápicos, neste caso a voz do povo é quase a voz de Deus. “O efeito da catuaba como estimulante sexual foi comprovado por pesquisas médicas. Ela facilita a ereção e funciona de forma muito parecida com o Viagra tradicional. Recentemente, porém, se descobriu que, das dez espécies de catuaba existentes no Brasil, apenas a da Bahia tem essa utilidade”, observa o farmacêutico.

domingo, 6 de março de 2011

Do que elas gostam mais...

Estudo mostra que brasileiras se acham boas de cama e querem sexo com mais frequência

POR CLARISSA MELLO

Rio - Elas garantiram presença no mercado de trabalho, marcaram território nas universidades, largaram o estereótipo de donas de casa e provaram que conseguem dar conta de filho e marido sem deixar de lado a vaidade. Mas elas querem mais. Dessa vez, em um lugar um pouquinho mais reservado: entre quatro paredes.

Uma pesquisa realizada pela psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) da USP, apontou que 60% das brasileiras se acham “boas de cama” e 96% consideram o sexo uma prioridade. O estudo também revelou que elas estão mais saidinhas: apesar de fazerem sexo, em média, três vezes por semana, a maioria quer duplicar essa frequência.

“Depois da revolução sexual, a mulher começou a assumir que gosta de sexo. Hoje ela é mais livre para dizer o que gosta na cama. Mas ainda há preconceitos, travas interiores”, crê a psicanalista Regina Navarro Lins.

sábado, 5 de março de 2011

Uma aula de educação sexual ao vivo

O professor John Michael Bailey, da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, deixou que um casal demonstrasse aos alunos – na prática – como funciona um orgasmo. O episódio aconteceu após uma aula convencional, em uma palestra em que a presença dos alunos não era obrigatória. Os três palestrantes eram ligados à cena BDSM, formada por um grupo de pessoas que têm fetiches como o bondage (prazer ligado à imobilização do parceiro), o sadismo e o masoquismo.

Faith Kroll e Jim Marcus, o casal que fez a demonstração de sexo e causou polêmica nos EUA

A ideia era que os palestrantes falassem sobre seu estilo de vida incomum. Mas eles chegaram mais cedo, bem na hora em que o professor falava sobre a existência controversa do ponto G e da ejaculação feminina. Foi o suficiente para que um dos palestrantes convidados, Jim Marcus, de 44 anos, sugerisse que ele e sua noiva, Faith Kroll, 25, dessem um exemplo genuíno de ejaculação feminina com a utilização de um brinquedo erótico.

Após uma breve hesitação, o professor concordou. Foram dez minutos de “apresentação”. Não houve ejaculação, porém. “Eu não consegui pensar em uma razão legítima para proibir que as pessoas vissem aquilo, e ainda não consigo”, disse à repórter Tracy Clark-Flory, do Salon (leia a reportagem). De acordo com ele, os estudantes foram repetidamente avisados sobre o que veriam. “Aqueles que ficassem desconfortáveis com a ideia teriam permissão para sair”.

A aula virou tema de uma reportagem do jornal da faculdade, o que deixou muita gente perplexa. Evidentemente, foi impossível manter segredo, a história vazou e o professor recebeu inúmeras críticas, inclusive do reitor da universidade, Morton Schapiro. Ele divulgou uma declaração em que critica “o julgamento extremamente infeliz do professor” e afirma que será instaurada uma investigação oficial.

Bailey, por sua vez, diz que o que ocorreu reforça o fato de que uma parte significativa da sociedade é muito conservadora. “Algumas pessoas estão se sentindo ultrajadas por interações sexuais que não prejudicam ninguém”, afirma.

Embora seja estranho que um curso que aborda a sexualidade humana se cerque de tabus, vale pensar se a faculdade é o lugar apropriado para o sexo explícito e se o sexo explícito tem, de fato, valor pedagógico. O que você acha?

FONTE: Época via Globo.com