Polícia procura por mais vítimas de pároco
por Flavio Araújo
Rio - A Polícia Civil ouviu a mãe da adolescente de 15 anos que aparece em vídeo fazendo sexo com o padre Emílson Soares Corrêa, 52 anos — ele foi indiciado por estupro de vulnerável e ainda poderá responder por exploração sexual.
Segundo a titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Niterói, Marta Dominguez, a mulher disse que não desconfiava do padre, mesmo com a filha levando presentes para casa, porque o considerava como um membro da família.
Agentes estão à procura de outras vítimas nas proximidades das igrejas onde o sacerdote atuou, uma no Cubango, em Niterói, e outra no bairro Antonina, em São Gonçalo. O padre prestou depoimento nesta terça-feira.
Padre acusado de estupro de vulnerável deixa a delegacia | Foto: Paulo Araújo / Agência O Dia
O pai das denunciantes, um homem de 47, foi acusado pelo padre de pedir uma casa em troca da não divulgação do vídeo feito por sua filha mais velha, X., de 19 anos.
A gravação mostra orgia que seria casa paroquial da Igreja de Nossa Senhora do Amparo, em São Gonçalo. Segundo a família, o padre também teria molestado a irmã mais nova, Y., que na ocasião tinha 7 anos e hoje tem 10.
“Minha filha disse que após as relações sexuais, ele ia se confessar ou rezar a missa, como se isso fosse lhe dar o perdão pelo ato. Se fosse assim, era só matar, bater ou cometer qualquer crime e depois pedir perdão a Deus”, disse o pai.
“Investigamos três possíveis crimes: exploração sexual, estupro de vulnerável, que pode ser apenado de 8 a 15 anos de reclusão, ambos contra o padre, e a possível tentativa de extorsão por parte do pai da menina”, detalhou a delegada. O pai tem outra versão.