Lucas Azevedo - Do UOL, em Porto Alegre
Uma reviravolta transforma em vítima o até então suspeito de fraudar a retirada do maior prêmio da história da Mega-Sena sorteado para um único acertador --R$ 119 milhões--, ocorrido no dia 6 de outubro de 2010 no interior do Rio Grande do Sul.
Depois de a Justiça arquivar o processo que causou rebuliço entre os moradores de Fontoura Xavier (193 km de Porto Alegre), o MPE (Ministério Público Estadual) concluiu que o empresário que sacou o dinheiro foi vítima de uma armação --o grupo agora acusado de fraude dizia que ele tinha conseguido tirar o bilhete premiado de um bolão. O empresário ficou com o prêmio.
Até então, a Polícia Civil havia apurado que o ex-secretário de Obras da cidade, um funcionário do empresário e o dono da lotérica onde foram feitas as apostas teriam acobertado a fraude, que consistiu em retirar o bilhete sorteado de um bolão feito por 11 funcionários da prefeitura.
Na ocasião, o delegado Heliomar Franco, responsável pelo caso, dizia acreditar que houve crimes de estelionato, formação de quadrilha e falso testemunho, apontados pelo inquérito que começou em outubro de 2010, após queixa dos supostos integrantes do bolão.