quarta-feira, 11 de maio de 2011

Refletindo a cerca da ausência da cidadania.

Por Dr. AFRANIO GARCEZ.
Dr. Afranio Atualmente a confiança da população brasileira parece prevalecer num denuncismo que tende a espalhar a terrível sensação de que nada presta ou de que ninguém se salva. Temos que vasculhar escolas, hospitais, palácios, lojas, empresas, ruas, becos, tudo à procura da virtude. Temos que desmascarar as reputações santas por fora e repletas de lodo e lama por dentro, mas o mais urgente é procurar saber onde estão aqueles que dão o melhor de si com gratidão e satisfação pessoal para a melhoria da sociedade como um todo, mas infeliz mesmo é o povo que conta no seio de sua sociedade com profissionais corretos, honestos, probos, assim como igual sorte com políticos do mesmo naipe, e que infelizmente estão jogados, e por que não dizer castigados com o ostracismo que lhes é imposto.
 Infeliz então é a sociedade que não pode, ainda que procure se espelhar em tais exemplos ainda que os tenha. Não há como negar que o ser humano desde o alvorecer da história vem dispensando um tratamento pouco nobre aos seus semelhantes, e fazendo do outro ente apenas um meio para a consecução de seus fins e nada mais. O século XX talvez tenha produzido a maior pilha de cadáveres ideológicos de todos os tempos. Insuportável as tantas cenas que acontecem no grande palco que se desenrola o espetáculo dantesco de imoralidade e injustiça social no país, e de igual forma o conformismo cada vez mais latente que inteira. Recorrer à retórica é inútil. Mais no Brasil é forte a sensação de que estamos sempre aquém do que desejamos em matéria de correção comportamental. Pois a toda hora temos todos nós a sensação de que estamos sendo enganados, roubados. E nada fazemos. Não faz muito tempo que o impeachment de um presidente não representou como queríamos e como acreditávamos no inicio de um amplo processo de limpeza nas instituições, e as tantas CPIs geradas sempre deixaram a sensação de que a corrupção longe está de ter deixado de ser uma doença endêmica. Talvez o grande Péricles considerado o inventor da democracia se vivesse ainda, por certo rotularia essa pseuda-democracia com outro nome, pois o comum é a rendição do estado a uma fração de uma elite que o busca somente para obter vantagens e dai decorre o desabor de que os tentáculos do leviatã são mais fortes. A juventude nada mais reinvidica e nem tampouco vai as ruas protestar contra as condições de educação, cultura, segurança, e outras melhorias, os cidadão comum paga seus impostos e não vê a contrapartida que espera nas melhorias de que tanto reclama para a rua que mora, do bairro que pertence à cidade onde reside enfim, faz ouvidos moucos, em suma estamos vivendo em pleno século XXI a mais completa ausência da cidadania.
FONTE: Dr. AFRANIO GARCEZ, via e-mail.

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