Daniela Pereira
A sala de aula pelo mundo do crime. Essa foi a troca feita pela professora primária Érica Patrícia de Jesus Reis de Brito, 41 anos, presa na tarde de ontem, acusada de estelionato. A acusada tentava sacar um cheque no valor de R$ 25 mil através de uma conta aberta com documentos falsificados em nome de uma funcionária pública. Além de Érica, a polícia prendeu o comparsa, Givaldo Gonçalves dos Santos, 32. O casal permanece detido na Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR).
Após abrir a conta usando identidade e contracheques falsos, o casal iria sacar R$ 50 mil, sendo metade na tarde de ontem e o restante na próxima segunda-feira. A transação criminosa despertou a desconfiança do gerente do banco, que acionou a polícia. Policiais do Serviço de Investigação (SI) montaram campana na porta da agência e efetuaram a prisão dos acusados em flagrante.
De acordo com o delegado da DFRV, Cláudio Oliveira, há um ano Érica esteve presa na Delegacia de Fraudes e Estelionatos, portando documentos falsos em nome de uma juíza. “Com eles foram apreendidos documentos e cheques sem personalização, prontos para serem sacados. Para a fabricação desses documentos, eles contrataram uma quadrilha especializada na prática”, explicou o delegado, ressaltando que a quadrilha está sob investigação.
Givaldo alegou que não tinha participação em atos criminosos e garantiu não conhecer Érica. “Trabalho como detetive particular e não sei por que me prenderam”, afirmou. Já a professora assume o crime e explica os motivos que a levaram ao estelionato. “Eu estava passando por muitas dificuldades financeiras”, defende-se. Presos em flagrante, o casal responderá por estelionato, falsificação de documentos públicos, uso de documentos falsos, falsidade ideológica e falsa identidade.
FONTE: Tribuna da Bahia
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