segunda-feira, 4 de abril de 2011

Destroços do Air France 447 são encontrados

Partes da aeronave que caiu no Atlântico quando ia do Rio de Janeiro para Paris foram achados no mar; notícia aumenta as esperanças de que as caixas-pretas do avião sejam encontradas

redação época, com agências

Novos destroços do avião da Air France que fazia o trajeto entre Rio de Janeiro e Paris, e que caiu em junho de 2009 com 228 pessoas a bordo, foram localizados, informou neste domingo o Escritório de Investigação e Análise (BEA, na sigla em francês), órgão responsável pela segurança aérea na França, que dirige as buscas.


O organismo indicou que, ao longo das operações de rastreamento realizadas durante as últimas 24 horas, a equipe do navio Alucia encontrou destroços do avião. Segundo a nota, esses restos, dos quais se diz que serão oferecidos novos detalhes "mais adiante", foram identificados pelos investigadores do BEA como pertencentes à aeronave A330-203 do voo AF447.


Esta fase de busca, iniciada em novembro passado, era a quarta realizada e respondia ao desejo dos familiares das vítimas, que a consideram imprescindível para descobrir as causas do acidente. Segundo os familiares, as três operações anteriores não foram realizadas com o rigor necessário e terminaram sem sucesso ao não se encontrarem as caixas-pretas. O BEA considera em suas conclusões preliminares que um problema nas sondas de velocidade do avião pode ter provocado o acidente.

De acordo com o jornal francês Le Point, os destroços são diversos, pedaços de "de motores e de alguns elementos da asa" e foram encontrados durante a investigação feita em uma área de 10 mil km² e num raio de 75 km em torno da última posição conhecida do voo 447.

As causas exatas da tragédia permanecem sem explicação até hoje. O avião de dois motores desapareceu depois de entrar numa área de intensas tempestades. Dados de manutenção de transmissão automatizada do avião indicam que ele enfrentou problemas com sensores de velocidade, que provocaram desencontros em alguns sistemas de computadores. Mas especialistas em segurança disseram que os problemas conhecidos até o momento não devem ter causado o acidente.    JL

FONTE: Época

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