quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Adolescente teria contado a colega sobre assassinato da família

Em depoimento à polícia, colega disse que recebeu ligação de Marcelo Pesseghini na tarde de domingo, véspera da descoberta do crime

menino-suspeitoFamília de policiais militares é encontrada morta dentro de casa, no bairro da Brasilândia, Zona norte de São Paulo – Reprodução / Facebook

Um colega de Marcelo Pesseghini, de 13 anos, suspeito de matar os pais a avó e uma tia-avó e depois se suicidar, foi ouvido pela polícia e afirmou que adolescente o avisou dos assassinatos por telefone, horas antes do crime. A família foi encontrada morta no dia 5 na sua residência na Brasilândia, Zona Norte de São Paulo.

Segundo informações do SPTV, da Rede Globo, o colega contou à polícia que Marcelo telefonou na tarde de domingo, dia 4, dizendo que iria “por o plano em ação”. Nesta quarta-feira, além do garoto, mais três testemunhas prestaram depoimento na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que já ouviu cerca de trinta pessoas no caso. Pela manhã, foram ouvidos dois PMs que trabalhavam com o sargento da Rota Luís Marcelo Pesseghini, pai de Marcelo. À tarde, depuseram o menino e sua mãe. A polícia informou que as testemunhas pediram para terem suas identidades preservadas.

A Corregedoria da Polícia Militar anunciou nesta quarta-feira que irá apurar a denúncia de que a mãe de Marcelo, a cabo da PM Andréia Pesseghini, havia sido convidada a participar de furtos a caixas eletrônicos por colegas do batalhão onde trabalhava. O caso foi relatado pelo deputado estadual Major Olímpio Gomes (PDT).

O chefe de Andreia no 18º Batalhão, na Zona Norte, tenente-coronel Wagner Dimas, foi afastado do cargo após dar uma entrevista afirmando que Andreia havia participado na denúncia de colegas envolvidos nesse tipo de crime. Um dia depois, ele voltou atrás na declaração. A PM afirmou, em nota, que Dimas se afastou por iniciativa própria para tratamento de saúde. 

FONTE: VEJA   (Com Estadão Conteúdo)

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