Nilza Candelária da Cruz, 63 anos, criava sua neta K desde os 3 anos de idade. No final da tarde desta quinta-feira, ela chorava desconsolada, na porta do Intituto Médico-Legal, onde foi para reconhecer o corpo de K. A menina, de 14 anos, levou um tiro na cabeça e morreu na hora.
“Por que Deus não levou a mim, que sou velha, em vez dela, que é uma criança? Ela não fez nada de mal a ninguém, só saiu de casa para estudar”, disse.
Em meio a tanta tristeza, Nilza foi a primeira a autorizar a retirada dos órgãos de K para doação, atendendo a pedido da equipe estadual de transplante. “Não serve mais para ela, pelo menos salva outras vidas”.
Segundo o diretor de Polícia Técnica e Científica, perito criminal Sérgio da Costa Henriques, já deram entrada no IML 11 meninas e um menino, e está sendo aguardado o corpo de uma menina, que morreu no hospital de Saracuruna. Oito já foram identificados e liberados.
O corpo do atirador de Realengo, Wellington Menezes de Oliveira, está no IML. Mas ninguém, nem parentes nem amigos, foi procurá-lo.
FONTE: Veja

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