sábado, 9 de abril de 2011

SÉRIE: História Política de Conquista - 3

Propaganda política de Gerson Sales para prefeito na campanha de 1958, quando derrotou Pedral Sampaio
e se tornou, pela segunda vez, prefeito de Conquista
Anos 50

Na década de 1950 desponta outra liderança política local - Gerson Gusmão Sales, eleito prefeito em 3 de outubro de 1950 pelo PSD, contando com o apoio daquele que, no momento, era uma das principais forças políticas da Bahia, Régis Pacheco, vencendo o candidato da UDN, Dr. Crescêncio Silveira. Tomou posse em abril de 1951, exercendo o cargo até abril de 1955.

Durante os primeiros anos da década de 1950, o processo político partidário de Vitória da Conquista se apresentou de forma bastante intensa e participativa, tendo em vista a ascensão política, na Bahia, de um dos filhos adotivos mais ilustres, Régis Pacheco. Contribuíram também para essa euforia as candidaturas de Régis Pacheco para governador e de Getúlio Vargas para presidente.


Os comícios eram bastante concorridos, não restando dúvidas sobre a grande admiração do povo conquistense por Régis e Getúlio. Getúlio, inclusive, esteve em Conquista, em campanha, no dia 31 de agosto de 1950. Ao lado do Dr. Hugo de Castro Lima e Gilberto Quadros, falou ao povo de Conquista na Praça Barão do Rio Branco, hospedou-se no "Hotel Albatroz" e deixou a cidade no dia seguinte (1º de setembro).

Getúlio Dornelles Vargas em comício na Praça Barão do Rio Branco. Discursando, o Dr. Hugo de Castro Lima - 1950

Régis Pacheco foi eleito democraticamente governador da Bahia no ano de 1950 pelo PSD. Venceu o udenista Juracy Magalhães. Aliás, o candidato do PSD não era Régis e, sim, o engenheiro Lauro Farani de Freitas, que, em campanha pelo interior do estado, veio a falecer num desastre de avião, um mês antes das eleições. Fato trágico e inesperado que causou a escolha do Dr. Régis Pacheco, pela "Coligação Democrática", formada pelo PSD, PTB e Ala Autonomista da UDN, como substituto para a candidatura ao Governo do Estado.

No entanto, as pressões sobre o Governo de Régis aumentaram à medida que se aproximavam as eleições de 1954. Não houve convergência de interesses entre as forças que compunham a Coligação Democrática, situação agravada quando Régis deixa de apoiar Simões Filho como candidato à sucessão governamental, para indicar Pedro Calmon, o qual sai derrotado por Antônio Balbino.

Portanto, foi no panorama de disputa por representação política e de uma prática partidária clientelista, que se enquadraram os partidos em Vitória da Conquista nos primeiros anos da década de 1950. Período também marcado pela afirmação de Régis Pacheco e Gérson Sales no comando do poder político da cidade. Gerson Sales volta para o quadriênio 1959/1963.

COLABORAÇÃO: Delano Andrade da Silveira, Salvador – BA.

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