terça-feira, 5 de abril de 2011

SÉRIE: História Política de Conquista - 2

Régis Pacheco e Getúlio Vargas: dois líderes / populares da história política brasileira

A Era Vargas


Em 1937, depois do golpe de Getúlio a 10 de novembro, caíram o Governador Juracy Magalhães e os adversários políticos local do Dr. Régis. Com a queda de Juracy Magalhães, a situação nos municípios alterou-se. Cumpria ao interventor Landulfo Alves realizar as substituições a fim de estabelecer uma rede de sustentação ao regime recém implantado e à sua interventoria, em particular. Prefeitos foram sucessivamente caindo. Em Vitória da Conquista, o líder político que mais podia afrontar a liderança de Juracy Magalhães e fazer face a Deraldo Mendes era Régis Pacheco.


Embora ligado, desde a sua chegada a Conquista, em 1920, a grupos políticos de tendência coronelística, como os Santos Silva e Fernandes de Oliveira, Régis Pacheco possuía o requisito de não se ter filiado às hostes juracisistas, muito pelo contrário, fora perseguido durante o seu governo e se aglutinara com a "Concentração Autonomista". Mas havia outro requisito importante: Régis Pacheco era amigo de Landulfo Alves de Almeida.

O interventor do Estado Novo encontrou em Conquista um amigo, um anti-juaricisista e um líder político para governar a cidade. Em maio de 1938 Régis Pacheco é nomeado prefeito, cargo que irá exercer até outubro de 1945, quando Getúlio perdeu a presidência e o General Renato Pinto Aleixo a interventoria do Estado. Entre a saída de Florentino Mendes e o início da gestão de Dr. Régis em maio de 1938, assumiu a Prefeitura o chefe integralista Joaquim Fróis de Caires Castro.

Em 1945 a situação política da Bahia era da UDN (União Democrática Nacional), partido fundado em maio de 1945 na Bahia por Otávio Mangabeira, Juracy Magalhães e o Brigadeiro Eduardo Gomes.

Em 1946 Régis foi eleito deputado federal e em 1950 Governador do Estado, governando a Bahia de abril de 1951 a abril de 1955. Em 1958 foi novamente eleito deputado federal, fato que se repetiu em 1962, o que o faria, pela última vez, em 1966, exercendo o mandato até 1970.

Em termos amplos, poder-se-ia concluir que o recuo do coronelismo resultou, em contrapartida, no avanço do bacharelismo. Não que fossem forças antagônicas, mesmo porque Régis já estava inserido no contexto da endogamia conquistense. Mas, de agora em diante, outras forças vão fazer parte do contexto político local.

COLABORAÇÃO: Delano Andrade da Silveira, Salvador – BA.

Nenhum comentário: