sexta-feira, 15 de abril de 2011

Polícia Federal e INSS deflagram operação de combate a fraudes em Ilhéus

A Polícia Federal e o Instituto Nacional da Seguridade Social deflagraram, nesta quinta-feira, 14, em Ilhéus (465 km de Salvador), a Operação "Radar", de combate a fraudes em benefícios da Previdência Social. Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão com objetivo de reunir provas do esquema fraudulento que é investigado desde 2010. O superintendente regional da previdência, Andre Fidélis, estima que o prejuízo pode ultrapassar os R$ 500 mil. Ninguém foi preso.

Os policiais receberam denúncias de que um funcionário da Previdência, em Ilhéus, cobrava para obter todo tipo de benefício do INSS, especialmente pensão por morte e auxílio-doença. De acordo com a polícia, a quadrilha obtinha certidões falsas de óbito, dava entrada na agência do INSS do município e o funcionário, que já foi identificado mas não teve o nome divulgado, se encarregava da fraude.

Foram apreendidos malotes com documentos, certidões de óbito, carteiras de trabalho e certidões de nascimento. Ao todo, 63 pessoas teriam recebido benefícios indevidamente. Destas, 4 foram indiciadas. Índios tupinambás também estariam envolvidos no esquema, isso porque o benefício deles é especial, já que, por lei, não são obrigados a contribuir para a Previdência.

Uma cacique tupinambá foi conduzida à PF, prestou depoimento e voltou para a aldeia em Olivença. Ela teria falsificado uma declaração atestando que uma determinada pessoa seria indígena a fim de facilitar a concessão do benefício. No entanto, ficou comprovado que a pessoa não tinha ascendência indígena. Cerca de 30 policiais participaram da ação.

FONTE: A Tarde

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