Protesto reúne pelo menos 200 pessoas no Centro do Rio
Rio - Os riscos à segurança de Obama detectados pela polícia secreta americana nas últimas horas de quinta-feira foram o motivo para substituir o discurso por um pronunciamento a portas fechadas no Theatro Municipal — os dois mil agentes brasileiros que farão a segurança do visitante fizeram treinamento ontem pela cidade. “Devido a uma série de preocupações sobre a realização do evento ao ar livre, decidimos que a melhor opção é realizar o discurso em um local fechado”, disse a Embaixada dos EUA, em nota oficial.
Protesto antiamericano causou tumulto no Centro do Rio. Um coquetel molotov atingiu um segurança do consulado dos EUA | Foto: AFP
Presidente do teatro, a atriz Carla Camurati disse que a mudança “‘caiu como uma bomba’’. Segundo ela, os funcionários tiveram que se empenhar muito de uma hora para outra para preparar o local.
FOTOGALERIA: Veja imagens dos preparativos para a chegada de Obama
Nos bastidores, o comentário é que o episódio envolvendo o prefeito Eduardo Paes — ele abraçou um sósia do terrorista Osama Bin Laden, na inauguração na quinta-feira — criou mal-estar entre a comitiva americana e autoridades brasileiras.
Confronto no Centro
No mesmo dia em que a Embaixada dos EUA anunciou o cancelamento do discurso público do presidente americano, Barack Obama, na Cinelândia, amanhã, integrantes de movimentos sociais e do PSTU fizeram um protesto na porta do Consulado dos Estados Unidos. À noite, em frente ao prédio, eles leram um texto contra o governo de Obama, e dois coquetéis molotov foram lançados em direção ao acesso principal. A bomba atingiu um segurança do consulado, que correu com as roupas em chamas e queimou barriga e costas. A polícia reagiu com bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e spray de pimenta.
Pelo menos 200 pessoas participaram do protesto. A passeata começou na Candelária e terminou em frente ao Consulado. A Rua México chegou a ser interditada pela polícia. Os ativistas queimaram bandeiras dos EUA e gritavam “Fora Obama”. Cartazes escritos em inglês, com a frase “Obama Go Home” (“Vá para casa”), também foram usados. Pelo menos 13 manifestantes foram detidos e levados para 5ª DP (Gomes Freire), onde a chefe da Polícia Civil, Martha Rocha, esteve para acompanhar a ocorrência. A PM usou balas de borracha para conter a confusão, e um repórter foi atingido na perna.
FONTE: O Dia

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